14 de março de 2010

O galo cantor

Era uma vez um galo que cantava sempre que o Sol nascia. Vivia no galinheiro da quinta do avô da Gabriela. Tinha uma família muito feliz: a sua mulher, a galinha Quiqui e os seus filhos, os pintainhos Piu-Piu.

Um dia a galinha Quiqui pôs um ovo diferente, amarelinho às pintinhas verdes e vermelhas.

Todos os animais da quinta foram ver o ovo especial. Ficaram surpreendidos com aquele ovo tão diferente dos outros. Depois de trocarem ideias, decidiram parti-lo e descobriram que lá dentro estava um pintainho às pintas verdes e vermelhas.

O galo ao ver aquele filho novo tão estranho começou a cantar:

-Có, có, ró, có, có…mas que pinto mais esquisito! Có, có, ró, có, có…

Ao ouvir o galo cantar fora de horas, o avô da Gabriela correu ao galinheiro para ver o que se passava. Reparou logo no novo pinto às pintinhas, que estava rodeado por todos os animais. Começou a rir às gargalhadas. Agarrou no pinto e foi lavar-lhe as penas com muito cuidado e exclamou:

-Oh! Oh! Oh! Estás todo salpicado das tintas com que pintei o galinheiro… Já vais ficar sem pintas como os teus irmãos!

E assim foi, depois de lavado as pintas desapareceram!

Todos acharam piada ao sucedido e para festejar a solução do mistério fizeram uma festa. Para serem todos diferentes salpicaram-se com os restos de tinta do galinheiro e brincaram ao faz-de-conta até anoitecer.

O galo, para mostrar a sua alegria, voltou a cantar antes da madrugada. O avô da Gabriela e a sua neta ouviram-no e correram a ir ver o que se estava a passar no galinheiro.
Fartaram de se rir com as figuras dos animais todos pintalgados. E o galo cantou:

- Có, có, ró, có, có… fiquem connosco e divirtam-se!

E a festa continuou até de manhãzinha!

- Có, có, ró, có, có… Que bela Festa! Có, có, ró, có, có…


7 de Janeiro de 2010 / Texto Colectivo do 1ºB

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